Chega um momento na vida que temos que assumir posições (Epa!), escolher o que defender e pensar. O que sempre percebi na juventude atual, a qual faço parte, é que nos falta ideais e os poucos que os tem são criticados. Os jovens estão se padronizando, onde foi parar o ideal de mudança? Os jovens são criados para tratar o sexo como o fim de tudo. Foi imposto na mente adolescente que tudo é o sexo. Estuda-se para ter dinheiro e consequentemente sexo. Trabalha-se para ter dinheiro e novamente sexo.
Rebeldia não é o que os jovens fazem hoje. O Funk e os demais movimentos populares, diferentemente de movimentos de outrora, não melhoram o jovem em nada, não existe progresso, não existe luta, não hasteiam um ideal. A moda é ter sonhos, objetivos vazios. Eis uma juventude que tem acesso a informação, mas não usa.
Na juventude atual existe uma divisão, divisão essa que alguns dizem que é relativo a renda. Eu já vi ricos alienados e pobres esclarecidos. A questão da massa de manobra, a massa trabalhadora é muita mais profundo do que fatores sociais. Você escolhe ser massa alienada, mesmo que os livros sejam caros, sempre é possível encontrar fontes de cultura.
A cultura atual enaltece tudo que é de massa, eles dizem o que devemos comer, vestir, e quando me refiro a eles, isso mesmo, refiro-me a TV. Existem inúmeros meios de comunicação, mas no brasil não existe maior que a TV. Ela chega em todos os lares, da classe A até Z. Aliena as mentes, com seus programas e visão de mundo. O jornalismo cada vez mais consumista, influenciado e moldando seu pensamento desde de sua infância. Quando criticamos essa ordem vigente, somos chatos e metidos. Quando digo que não assisto Jornal Nacional, me chamam de implicante. Quando digo que não gosto dos jornais populares, sou intelectual de merda. Quando digo que meu blog tem proposta editorial, sou hipócrita.
Desde a escola desenvolvi um sentido critico sobre o mundo. Nunca aceitei o conceito das novelas de mostrar uma sociedade em que todos os problemas sociais se resolvem com o amor e a união dos mocinhos. Sempre tive relutância sobre o conceito de vida que a mídia vende. Não sou idiota, percebo que na internet não é lucrável – no momento – com blogs com conteúdo supra sumo, a massa que clica no Adsense não entenderia. Massa essa que não consegue perceber nada nas músicas construção ou cotidiano, do Chico Buarque.
As pessoas perderam o estilo próprio, no meu caso, escuto de Chico Buarque até Pink Floyd, se eu gosto eu escuto. Não me prendo a esse sistema de padronização do que está na moda. Meu filme predileto tem 50 anos, meus cantores favoritos já morreram ou são velhos, meus escritores favoritos já morreram. Gosto de partidos de esquerda. Mulheres ruivas. Cores Claras e Laptop. Ode à individualidade. Forme seu estilo. Seja você mesmo.
Nota: Este foi o primeiro texto sério que escrevo para o blog. Pretendo continuar. Desculpe pelos eventuais erros.
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